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CACHOEIRA DO MANGUE, NA SERRA DE SÃO JOSÉ, NÃO SERÁ MAIS LEILOADA

Foto: César Reis

A região da Serra de São José, em Tiradentes, conhecida como “Cachoeira do Mangue”, não será mais leiloada. Isso foi o que informou o Secretário de Governo de Tiradentes, Rogério de Almeida, em entrevista concedida à Rádio São João del-Rei nesta segunda-feira (29). 

De acordo com o Secretário, o estado de Minas Gerais irá assumir o terreno e perdoar a multa aplicada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG) à Sociedade Anônima de Tiradentes (SAT) em decorrência de um incêndio ocorrido no local em 2008. “Estarei quarta-feira (31) em Belo Horizonte para acertar o detalhamento administrativo e jurídico desta situação”, disse.

Inicialmente, a dívida da SAT com o IEF-MG era de R$ 88 mil, mas, em função do longo tempo sem quitá-la, este valor já estava em R$ 253 mil. Este foi o motivo pelo qual a área de 10 hectares (equivalente a 100 mil metros quadrados) estava sendo leiloada. A oferta inicial do leilão – que foi interrompido a 15 minutos do fim na última segunda-feira (22) – era de R$ 126 mil e, em dado momento, uma empresa mineradora (cujo nome não foi revelado) fez um lance de R$ 131 mil. 

Matematicamente, 10 hectares correspondem a mais de dez campos de futebol juntos e 333 lotes de 300 metros quadrados. “É um absurdo um patrimônio natural como este ser leiloado. Existem várias espécies ameaçadas de extinção na Serra de São José. São mais de 120 tipos de libélulas. Além de ser um lugar com caráter afetivo muito grande. O local representa tudo para Tiradentes e a região do Campo das Vertentes”, finalizou o Secretário.

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