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OPERAÇÃO POLICIAL CUMPRE 250 MANDADOS CONTRA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NA REGIÃO DA ZONA DA MATA

FOTO: PRF/ DIVULGAÇÃO

Na manhã desta terça-feira (20), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), realizou por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Regional Zona da Mata, a “Operação Transformers”. A ação foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Juiz de Fora e tem o objetivo de cumprir 250 mandados judiciais, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada para os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, roubo, receptação e adulteração veicular.

Dos mandados expedidos, 31 são de prisão preventiva, 61 de busca e apreensão, 148 de sequestro de veículos e 10 mandados de sequestro e indisponibilidade de imóveis e apreensão e indisponibilidade financeira da quantia de R$55.000.000,00 milhões de reais.

A investigação já vem sendo realizada a aproximadamente 2 anos, e mostra que os suspeitos fazem parte de uma extensa e complexa organização criminosa, com concentração na Zona da Mata mineira, principalmente na cidade de Juiz de Fora. De acordo com o MPMG, o grupo seria o principal fornecedor de drogas para traficantes regionais.

Segundo apuração, a organização é muito bem estruturada, contendo diversos setores dentro da mesma, sendo eles: logística, atuando no fornecimento de veículos para o transporte e pagamentos de cargas de drogas; setor financeiro, que cuida da parte econômica da atividade, especialmente do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro; e um setor de corrupção, responsável por proteger os negócios ilícitos com informações privilegiadas de atividades policiais e demais movimentações para evitar que os integrantes da organização sejam incriminados.

Ainda de acordo com o MPMG, existem provas que apontam o envolvimento da organização criminosas, com outros grupos envolvidos nos crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de peças de veículos roubados. Além disso, as provas também indicam que entre as atividades ilícitas, também acontece corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro. Informações obtidas por meio de ordem judicial indicam que essas relações criminosas podem ter movimentado quase R$1 bilhão nos últimos cinco anos.

A operação contou com apoio de cerca de 288 agentes de justiça, sendo eles oito promotores de justiça e 24 agentes policiais do Gaeco e 17 equipes da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A ação também conta com o apoio da Polícia Militar do Meio Ambiente, da Polícia Penal e da Secretaria de Estado de Fazenda.

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